Instinto Selvagem

 

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Sabe, existem alguns assuntos que me constrangem de por em pauta, tímido que sou.

Vamos deixar as meninas de lado aqui, porque o assunto é vulgar e entre hombres. Mas, antes, quero assumir que sou um cara nojento no que se refere a algumas questões a serem trabalhadas, e uma delas é sujeira, bactérias, fungos e afins.

Me policio, é claro, porque este é um caminho por onde obstáculos tendem a aumentar e aparecerem com mais frequência. Por exemplo, descobrir que a esponja com a qual sua santa diarista lava seus pratos e copos é uma megalópole desses micro-seres. Ok., a gente usa os cachorros para perceber que, sendo vira-latas, bebendo e comendo do lixo, seguem sempre firmes e fortes. Ao contrário dos poodles escrotos do seu prédio que não podem tomar um golpe de ar mais frio sem seu casaquinho.

O que quero dividir aqui é algo de outra esfera. Quero entender porquê, qual é a porra do motivo pelo qual os homens não dão a descarga quando urinam em lugares públicos. Pode-se levantar a hipótese paradoxal de que não queiram tocar o botão que levaria esgoto abaixo aquilo que o próximo, e na ordem inteligente do Universo, será você mesmo.

Será preguiça, descaso? Ou mais, consciência ambiental, evitando assim, “desperdício” de água?

Se for o último dos casos, me coloco como perdulário, porque fico fulo da vida em encontrar aquele sinal de que um outro passou antes de mim, e ponho água pra correr antes mesmo que eu me alivie.

Assunto vulgar mesmo, não disse? Aprendam, cavalheiros, a respeitar o bem-estar geral da nação, que num passe de mágica (lembre-se das Leis do Universo), isso voltará lindamente para você.

Opa! A não ser que seja uma questão de demarcação de território, já pensou?

Pois pense, pois se for, a distância que separa você daquele poodle escrotinho é bem menor do que você pode imaginar.

 

Mario Bolzan